Eu tô aqui, de pé, o cano da pistola encostado bem na testa dele.
Fria. Pesada.
Como se o metal tivesse absorvido todo o ódio que eu guardei esses anos todos. O Jogador tá no chão diante de mim, a perna sangrando, o rosto suado, mas os olhos fixos nos meus.
Não pisca. Não implora pela vida.
E isso me irrita pra caralho. Porque eu queria ver medo. Queria ver ele se contorcer, se mijar, se arrepender do que fez.
Mas ele só me encara.
Como se já tivesse aceitado o que vem pela frente.