Eu acordo com gosto de ferrugem na boca.
O mundo ainda tá girando quando abro o olho. O teto do bar é baixo, sujo de fumaça antiga, lâmpada fraca piscando como se fosse apagar a qualquer momento. Meu corpo pesa. A perna arde. Não é ardor… é fogo. Um fogo vivo, pulsando, que acompanha cada batida do meu coração.
— Fica quieto, porra. Tu desmaiou.
A voz do Vassoura vem de algum lugar à esquerda.
Viro o rosto devagar. Ele tá agachado do meu lado, camisa suja de sangue, o meu sangue, a mão