Nunca pensei que fosse conhecer o silêncio do choro.
Não aquele barulhento, de soluço alto, de grito preso no peito.
Mas o outro.
O que fica.
O que pesa.
O que se espalha pela casa inteira e muda até o jeito que o ar entra no pulmão.
Era assim que a Sayuri tava a três dias.
Deitada na minha cama. Ela é toda pequena, delicadinha e fica toda encolhida como se fosse uma bolinha. Olhos abertos, olhando pro nada.
Sem fome. Sem sede. Sem força.
No primeiro dia, achei que era choque.
No s