Subir aquele morro nunca foi tão silencioso.
Nem os tiros ecoando de longe, nem o funk atravessando as vielas, nem o burburinho dos vapô na esquina. Nada parecia real enquanto eu tava na garupa da moto do Vassoura, segurando firme no ferro atrás, o vento batendo no meu rosto e bagunçando meus pensamentos.
Meu coração batia descompassado.
Não de medo.
De expectativa.
— Tá tudo bem aí? — ele perguntou alto, por cima do barulho do motor.
— Tá… — menti. — Tá sim.
Mentira daquelas mal contada