Mundo ficciónIniciar sesiónQuando o poderoso CEO Arthur Montenegro conhece Lívia Almeida, uma simples secretária que lhe devolve documentos importantes esquecidos no aeroporto, ele se encanta por sua simplicidade e bondade. Meses depois, ao decidir se aproximar dela, Arthur descobre sentimentos que jamais imaginou sentir. Mas a felicidade dos dois é interrompida quando Laura, a irmã gêmea de Lívia, consumida pela inveja, inventa uma doença terminal e convence a irmã a trocar de identidade com ela por um tempo. Acreditando estar realizando o último desejo da irmã, Lívia aceita. O que ela não imagina é que Laura pretende roubar sua vida, conquistar Arthur e se tornar dona de toda a fortuna. Enquanto a mentira cresce, Arthur começa a perceber que a mulher ao seu lado não é aquela por quem se apaixonou. E quando a verdade vier à tona, talvez seja tarde demais para salvar o amor que nasceu entre eles.
Leer másArthur ficou completamente imóvel.As palavras de Clara pareciam impossíveis.Sua mãe.A mulher que ele havia perdido quando ainda era criança.A mulher cuja morte sempre acreditara estar relacionada ao incêndio.Agora Clara afirmava que ela havia usado o anel do Soberano naquela noite.— Você está mentindo — disse Arthur.Clara não desviou o olhar.— Eu gostaria que fosse mentira.Arthur avançou.— Então prove!Clara respirou profundamente.— Não posso provar que ela ordenou o incêndio.Mas posso provar que ela estava lá.Helena observava tudo em silêncio.Maya segurava seu braço.— Mãe…Helena parecia perdida.— Eu conheci a mãe de Arthur — disse ela.Arthur virou-se rapidamente.— Você nunca me contou isso.— Porque eu não sabia se deveria.Ela era uma mulher muito inteligente.E também estava envolvida com pessoas perigosas.Arthur sentiu a garganta apertar.— Meu pai confiava nela.Clara respondeu:— E foi exatamente por isso que ela conseguiu chegar tão perto do Soberano.⸻Edua
Os disparos continuavam ecoando pelos corredores do antigo orfanato.Vidros quebravam.Portas eram arrombadas.Os gritos dos homens da Organização se misturavam ao som dos tiros.Arthur puxou Lívia para trás de uma parede enquanto Eduardo tentava encontrar uma posição segura para reagir.— Fiquem abaixados! — gritou Eduardo.Henrique protegeu Laura com o próprio corpo.Helena abraçava Maya, que permanecia completamente imóvel.O medo em seu rosto era diferente.Não era medo dos homens armados.Era medo daquela voz.— Maya! — chamou novamente a mulher do corredor.Maya fechou os olhos.— Eu conheço essa voz…Arthur olhou para ela.— Quem é ela?— O nome dela é Clara.Helena franziu a testa.— Clara?Maya assentiu.— Foi ela quem me encontrou depois do incêndio.Ela me levou para este lugar.Disse que estava me protegendo.Durante anos, acreditei que ela fosse a única pessoa em quem podia confiar.Maya respirou fundo.— Mas agora eu sei que ela mentiu para mim.⸻Um homem armado aparece
Helena não conseguia se mover.Diante dela estava a mulher que havia procurado durante vinte e cinco anos.A mulher que acreditava ter perdido naquela noite.A mulher que agora a chamava de mãe.— Maya…A palavra saiu quase sem voz.A jovem permaneceu parada na porta.Seus olhos estavam cheios de lágrimas.— Eu esperei muito tempo para ouvir você dizer meu nome.Helena levou a mão à boca.Depois caminhou lentamente em sua direção.Por alguns segundos, pareceu ter medo de tocá-la.Como se aquele momento pudesse desaparecer.— É você…Minha filha…Maya assentiu.— Sou eu.Helena a abraçou com força.As duas choraram.Laura desviou o olhar, emocionada.Até Eduardo, que permanecia atento aos perigos ao redor, abaixou a arma por alguns segundos.Depois de tantos anos de sofrimento…Uma família finalmente se reencontrava.⸻Arthur observava as duas.Mas havia algo que não fazia sentido.Ele olhou para Maya.— Se você sobreviveu naquela noite…Por que nunca procurou sua mãe?Maya se afastou
A palavra permanecia na tela do pequeno aparelho. TESTEMUNHA. Arthur ficou alguns segundos sem dizer nada. Aquela simples palavra parecia carregar o peso de vinte e cinco anos. — Se existe alguém que sobreviveu àquela noite… — disse Lívia — precisamos encontrá-lo. Arthur assentiu. — Antes deles. Eduardo colocou o rádio sobre a mesa. — O problema é que não sabemos quem é essa pessoa. Augusto permaneceu em silêncio. Arthur percebeu. — O senhor sabe de alguma coisa. Augusto respirou profundamente. — Talvez. — Então fale. O velho guardião abriu o antigo caderno que carregava consigo. Passou várias páginas até encontrar uma anotação quase apagada. — Na noite do incêndio, Roberto e eu estávamos tentando retirar documentos da mansão. Mas não estávamos sozinhos. Arthur aproximou-se. — Quem estava lá? Augusto hesitou. — Uma criança. O silêncio tomou conta da sala. Laura arregalou os olhos. — Uma criança? — Sim. Uma menina. Ela estava escondida em um quarto no andar





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