CAMILA NOGUEIRA
— Olá, Camila.
Abri os olhos em pânico, virando a cabeça bruscamente, o grito morrendo na minha garganta antes mesmo de nascer ao ver quem estava ali.
O rosto era familiar, dolorosamente familiar, mas ao mesmo tempo parecia um estranho reflexo distorcido em um espelho quebrado. Os traços que um dia eu havia amado estavam ali. Mas estavam diferentes. Mais magros. Encovados. Havia uma barba por fazer, falhada, e olheiras profundas que contavam histórias de noites mal dormidas