CAMILA NOGUEIRA
Passei o resto da tarde num estado de neblina.
Tentei trabalhar, mas meus olhos apenas percorriam as linhas sem ler. Cada vez que olhava para Bruno, sentia a culpa e o medo. Eu ia enganá-lo amanhã. Ia usar minha única brecha de privacidade para pegar as provas que poderiam destruir meu casamento.
Às 18h, meu celular novo tocou. Era Arthur.
— Já estou aqui embaixo. A imprensa está acampada na frente do prédio. Bruno vai te descer pela garagem de serviço. Eu vou te encontrar n