CAMILA NOGUEIRA
Abri os olhos, sentindo meu corpo inteiro feito de dor latejante. O quadril, o pulso, a bochecha... tudo doía.
E eu não estava sozinha.
Uma mulher de uniforme branco estava ao lado da minha cama, ajustando um suporte de soro que eu nem sabia por que estava ali.
— Bom dia, Sra. Vasconcelos. — sua voz era profissional, mas gentil. — Como está se sentindo? Meu nome é Célia, sou sua enfermeira particular.
— Enfermeira? — minha voz saiu rouca. — Eu... eu não preciso de uma enfermeira