No quarto, Sara ainda estava envolta pelos braços de Renato. Os toques dele agora eram mais lentos, quase preguiçosos, percorrendo sua pele como se estivesse marcando presença, reafirmando algo que só existia na cabeça dele.
Ela permanecia em silêncio, olhando para o teto, tentando organizar os próprios pensamentos. O corpo ainda reagia, mas a mente já começava a pesar.
— No que está pensando? — ele perguntou, quebrando o silêncio.
— Em nada — respondeu depressa, quase automática.
Ele não pareceu convencido, por isso, deslizou a mão lentamente pelo braço dela, num gesto de posse.
— Acha mesmo que acredito nisso?
Seu tom autoritário a deixava descomposta. Para Sara, ainda era estranho estar tão próxima dele, dividindo aquele espaço íntimo como se fosse algo natural. O corpo ainda sentia os resquícios do que havia acontecido, mas a mente não acompanhava na mesma velocidade.
Ela se mexeu levemente, desconfortável, consciente demais da proximidade, do peso do braço dele sobre o seu corpo,