Não querendo voltar a ver o rosto de Sara naquele momento, Renato se levantou, vestiu-se rapidamente e saiu do quarto. Precisava de ar, de distância. Ao chegar à sala de jantar, percebeu que a mesa já estava posta para o almoço.
Quando o viu entrar sozinho, Lorena abriu um sorriso imediato e se aproximou com rapidez.
— Que bom que chegou — disse, solícita. — Vou pedir que sirvam o almoço.
Ele apenas assentiu e se sentou à mesa em silêncio. Os pratos foram servidos, e ele começou a comer sem pressa, mas também sem atenção ao que estava à sua frente. A mente insistia em voltar para Sara, para a conversa que haviam tido, para tudo o que foi dito e o que havia ficado em silêncio. Tudo parecia mais complicado do que antes, embora soubesse que não podia retroceder.
— Como estão as coisas por aqui? — perguntou de repente, mais para ocupar a mente do que por real interesse.
— Tudo está em ordem, como sempre — respondeu Lorena, pronta demais.
— Ótimo.
Ela se manteve próxima.
— Pedi que prepara