Em seu quarto, Lorena começou a arremessar tudo o que encontrava pela frente, enquanto empurrava móveis sem cuidado algum.
— Maldição, maldição! — gritava, até derrubar a penteadeira.
Um dos frascos caiu no chão e se quebrou. Por coincidência, era o mesmo perfume que Renato usava. O cheiro se espalhou rapidamente pelo quarto e, no instante em que o reconheceu, ela parou. O ódio deu lugar a algo mais profundo, mais doloroso. Era o cheiro do homem que amava em silêncio há tanto tempo.
— Não pode