107: Homem astuto

Estreitando os olhos, Renato questionou a mãe:

— De que está falando?

Ao perceber que havia conseguido a atenção total do filho, Constança mordeu os lábios para conter o sorriso que quase escapou. Então, fingindo seriedade, continuou:

— É a verdade, meu filho. Quando cheguei aqui, foi a primeira coisa que escutei.

— Quem te falou um absurdo desses?

— Ninguém me falou. Eu ouvi algumas funcionárias conversando, dizendo que, enquanto você estava fora, ela e o capataz estavam muito próximos.

Irritado, ele soltou uma risada curta.

— Pelo amor de Deus… você sabe que as mulheres dessa casa vivem de fofoca pelos cantos. Foi por isso mesmo que acabei de fazer uma reunião naquela sala!

Constança sustentou o olhar dele.

— Sim, eu sei que muitas fofocam… mas elas não abordam coisas que supõem. Elas falam do que veem. E elas viram a Sara e o capataz na beira da nascente do rio se beijando!

— Isso é uma calúnia — rebateu Renato, tirando a mão da mãe de cima da sua.

Constança o encarou, fria.

— Você
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Áurea Sousase sou eu diria...sim já fui e meu amigo Humberto me levou, que bom que posso contar com ele e Odete, pq os demais nenhum presta...
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