Estreitando os olhos, Renato questionou a mãe:
— De que está falando?
Ao perceber que havia conseguido a atenção total do filho, Constança mordeu os lábios para conter o sorriso que quase escapou. Então, fingindo seriedade, continuou:
— É a verdade, meu filho. Quando cheguei aqui, foi a primeira coisa que escutei.
— Quem te falou um absurdo desses?
— Ninguém me falou. Eu ouvi algumas funcionárias conversando, dizendo que, enquanto você estava fora, ela e o capataz estavam muito próximos.
Irritado, ele soltou uma risada curta.
— Pelo amor de Deus… você sabe que as mulheres dessa casa vivem de fofoca pelos cantos. Foi por isso mesmo que acabei de fazer uma reunião naquela sala!
Constança sustentou o olhar dele.
— Sim, eu sei que muitas fofocam… mas elas não abordam coisas que supõem. Elas falam do que veem. E elas viram a Sara e o capataz na beira da nascente do rio se beijando!
— Isso é uma calúnia — rebateu Renato, tirando a mão da mãe de cima da sua.
Constança o encarou, fria.
— Você