Helena tentava se concentrar no notebook à sua frente, mas era impossível. As palavras do relatório se embaralhavam, transformando-se em borrões indecifráveis. O trabalho remoto deveria ser sua âncora, um resquício de normalidade no meio da tempestade, mas cada vez mais parecia um castelo de cartas prestes a desmoronar.
O celular vibrava incessantemente sobre a mesa, anunciando notificações que ela não queria ler. Mas a curiosidade, mesclada ao medo, falava mais alto. Com mãos trêmulas, destrav