Gael caminhava ao meu lado, segurando minha mala com uma mão e, com a outra, a minha cintura. Era uma mistura de proteção, carinho e necessidade. Como se ele estivesse certificando a cada passo que eu não ia desaparecer de novo.
— Você tá bem pra segurar os dois? — ele perguntou mais uma vez, preocupado.
Assenti.
— Gael, fiquei dois meses longe deles. Você realmente acha que eu vou largar qualquer um agora? — respondi.
Ele sorriu pequeno, mas sincero.
— Não. Eu sei que não.
E sabia mesmo. Eu via na expressão dele.
Na saída do aeroporto, o vento quente me acertou em cheio, trazendo aquele cheiro tão familiar de cidade grande misturada com movimento, buzinas, e gente apressada. Era caos. Era barulho. Mas era a minha casa.
Quando nos aproximamos do carro, Gael se adiantou para abrir a porta de trás.
— Vem, meus campeões, deixa a mamãe respirar — disse, pegando Breno com facilidade e ajeitando o pequeno na cadeirinha.
— Não quero sair do colo da mamãe! — Breno reclamou, já emburrado.
— Br