Rafaelly Pacheco
As nuvens abaixo da asa do avião tinham uma tranquilidade quase irritante. Um contraste absurdo com o que rodopiava por dentro o caos, frustração, pensamentos repetitivos que voltavam como punhais. Nada estava calmo. Nem a cabeça. Nem o peito. Nem os planos que pareciam tão sólidos quando foram criados e agora não passavam de poeira.
Fechar os olhos não ajudava, mas era melhor do que olhar para o nada e sentir o mundo desmoronando pela milésima vez. O piloto anunciou a descida