Charlotte veio até mim, puxou uma cadeira e sentou ao meu lado, segurando minha mão com aquele carinho firme que só ela sabia ter.
— Eu sei que você aprendeu a se defender sozinha. Que sua vida inteira foi sobreviver… não viver. Mas agora você tem alguém ao seu lado que luta por você. Não o exclua dessa batalha só para parecer forte.
Funguei, apertando sua mão como quem se agarra a um porto seguro.
— Mas tenho medo — admiti, pela primeira vez em voz alta — de ser um peso pra ele. De ser mais um