Lorenzo entrou com aquela postura arrogante que sempre usava quando queria me provocar, como se fosse dono do chão que pisava. As mãos nos bolsos, o queixo erguido, o olhar avaliador… a audácia dele nunca diminuía.
— Que recepção bonita — disse, sem humor. — Vejo que continua fingindo que sua vida é perfeita.
Levantei uma sobrancelha.
— E você continua entrando na minha sala como se fosse a sua — respondi, cruzando os braços.
Ele deu um passo à frente.
— Vim deixar um aviso.
— Aviso? — recostei