Quando Charlotte acordou, o sol já estava se despedindo do horizonte, pintando o céu com tons de laranja e dourado, estava na cozinha, mexendo uma xícara de café, quando ouvi os passos lentos dela vindo pelo corredor.
— Dormiu bem? — perguntei, virando-me com um pequeno sorriso.
Ela parou na entrada, o cabelo um pouco bagunçado e os olhos ainda vermelhos do choro da noite anterior. Mesmo assim, Charlotte ainda exalava aquela força silenciosa que sempre admirei.
— Dormi, sim. Acho que precisava