Eu tinha acabado de dar de mamar para a minha filha, quando o meu celular começou a tocar.
Meus irmãos estavam na cozinha, rindo de algo entre um gole de suco e uma mordida em seus sanduíches. A empregada recolhia as cascas de pão com cuidado, sem levantar os olhos.
Peguei o telefone com uma mão ainda tremendo, o peso da maternidade recente se misturando ao cansaço. Atendi sem pensar muito.
— Sim?
— Oi. — Era a voz de uma mulher. Fria. Quase sem tom.
— Quem fala?
— Eu já fiz tudo que você pediu.