A escolha dele não veio em palavras.
Veio no silêncio.
E, dessa vez, o silêncio não era dúvida.
Era decisão sendo construída.
Eu não pressionei.
Não avancei.
Porque naquele ponto… qualquer interferência seria erro.
Arthur não era alguém que aceitava ser puxado.
Ele precisava entrar por escolha própria.
E eu precisava deixar espaço para isso.
— Se eu entrar — ele disse finalmente — não tem meio.
A voz baixa.
Controlada.
Mas diferente.
Mais… pessoal.
Inclinei levemente a cabeça.
— Eu sei.
— Isso