A cidade parecia a mesma quando saímos do prédio.
Trânsito.
Luzes.
Gente andando sem olhar.
Tudo funcionando como se nada estivesse prestes a quebrar.
Mas eu sabia.
Arthur também.
A diferença é que agora… não era mais sobre suspeita.
Era sobre consequência.
Entramos no carro sem pressa.
Sem falar.
O tipo de silêncio que não precisa ser preenchido, porque já está cheio demais.
Eu encostei a cabeça no banco por um segundo.
Não para descansar.
Para organizar.
Porque, pela primeira vez desde que tu