O silêncio depois da reunião não era apenas estratégico.
Era pessoal.
Ficamos alguns segundos dentro do escritório, sem falar, como se ambos estivéssemos recalculando o que tinha acabado de acontecer — não apenas na sala de reunião, mas entre nós.
Arthur foi o primeiro a quebrar.
— Você sabia exatamente o que estava fazendo.
Inclinei levemente a cabeça.
— Sempre sei.
Ele se aproximou.
Sem pressa.
Mas com mais intenção do que antes.
— Você colocou ele contra a parede na frente de todo mundo.
— E