Augusto Vilar
Voltamos para dentro da L’Éclat. O escritório ainda cheirava ao pó da perícia. Sentamos no sofá de veludo azul que, horas antes, era o cenário do nosso triunfo. Agora, ele parecia um banco de réus.
Sabrina preparou um café forte. Eu observava o rádio da polícia que Tavares tinha deixado ligado em cima da mesa. As vozes distorcidas falavam em códigos: QAP, QRG, indivíduo avistado no setor 4.
— Você realmente acredita que ela faria isso? — Sabrina perguntou, sentando ao meu lado