Diego Narrando.
O som do pagode já não tinha mais o mesmo ritmo no meu ouvido. Eu mantinha o sorriso de canto, o braço em volta da Thamires e o copo de uísque cheio, mas meus olhos eram radares. Eu sabia exatamente onde a Ive estava. Sentia o perfume dela cortando o cheiro de fumaça e churrasco, uma provocação silenciosa que me dava um nó no estômago.
Eu a ignorei. Fiz questão de não olhar, de rir mais alto das piadas do Barão, de dar atenção para a Thamires como se ela fosse a única mulher no