O silêncio daquela baia era um insulto depois do barulho que o pagode fazia na minha mente. Esperei o Oto descer, vi a sombra dele se picando pela ladeira e, no momento em que a rua ficou deserta, eu pulei. O vão entre as lajes era pequeno, mas o peso no meu peito fazia parecer que eu tava saltando num abismo.
Fui avançando pelo corredor, cada passo meu ecoando como um tiro no meu crânio. Eu não precisava de mapa pra saber qual era o quarto. O ar ali era diferente. Quando empurrei a porta, a lu