Eu estava deitada sobre o peito dele, encarando aquela casa. O lugar onde tudo começou e onde tudo parecia ter terminado, cinco anos atrás. O silêncio do asfalto era pesado, carregado de lembranças que eu preferia esquecer.
— Vamos voltar pro morro. A gente não pode dar bandeira aqui embaixo — Diego disse, levantando-se e seguindo para o banheiro.
— Tu tá certo — concordei, sentindo o peso da realidade voltando.
Tomamos um banho rápido e partimos. Assim que pisamos no morro, o clima era de tens