Minha respiração vinha em arfadas descompassadas, como se o ar ao meu redor fosse feito de vidro quebrado. Cada movimento doía. A adrenalina queimava em minhas veias, e eu já não sentia as pernas, apenas o frio peso da arma nas minhas mãos. O homem ferido se contorcia no chão, o sangue escorrendo pelo tapete como uma poça escura, mas não havia tempo para sentir qualquer arrependimento. Sempre havia mais deles.
Sem hesitar, disparei mais duas vezes. Um tiro no ombro, outro no peito. O corpo dele