O relógio marcava quase sete da noite quando Elize finalizou a última revisão do trabalho. Estava exausta, mas satisfeita.
Se alguém dissesse naquela quinta-feira que ela conseguiria entregar algo decente no dia seguinte, ela riria na cara. Mas ali estava: páginas revisadas, argumentos sólidos e um cansaço atravessado nos ombros.
Fechou o notebook, respirou fundo e se levantou.
— Missão cumprida, — disse com um sorriso discreto, olhando para Henrique, ainda sentado na poltrona.
— Sobreviveu