A porta mal havia se fechado atrás dela, mas o ar na sala parecia diferente. Henrique inspirou fundo e soltou o ar devagar, como se precisasse recuperar o próprio ritmo. Passou a mão pelo queixo, depois pelos cabelos, ainda tentando entender o que, exatamente, tinha acontecido ali.
Não era como se não estivesse acostumado a entrevistar jovens estudantes — muitos se atropelavam nas palavras, outros tentavam impressionar com discursos prontos, e alguns, raros, se destacavam por autenticidade.