Pela manhã, o carro de Henrique deslizava pelas ruas ainda úmidas da madrugada anterior.
O som constante do motor preenchia o silêncio entre eles, mas Henrique não tirava os olhos da estrada — e, ao mesmo tempo, parecia observar cada respiração de Elize.
— Nós precisamos falar com o Gael — ele disse, com aquela firmeza que não aceitava adiamentos.
Elize sentiu o peito apertar. — Henrique… não é tão simples.
— Não é simples porque você está tentando proteger ele. Mas, se estamos mesmo construind