Capítulo 152 - Cheiro de pólvora

Arthur estava ali desde cedo, como se o expediente nunca tivesse terminado na noite anterior. Ele sublinhava algo com a caneta quando Henrique entrou.

— Alguma coisa nova? — Henrique perguntou, já fechando a porta suavemente, como quem queria blindar aquele momento do resto do mundo.

Arthur não respondeu de imediato. Pegou a caneta e bateu duas vezes sobre um trecho do processo.

— Tramitação em tempo recorde. Parecia urgente demais pra alguém que nem é formalmente réu ainda. Isso aqui devia
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