A casa estava mergulhada no escuro, com exceção da luz tênue que escapava do abajur ao lado da cama.
Elize se revirava sob o lençol leve, os olhos presos ao teto como se ele tivesse todas as respostas que ela precisava.
Mas o que ela queria mesmo era dormir. Só isso. Só dormir.
Mas o coração não colaborava. A mente, menos ainda.
Ela puxou o travesseiro contra o peito e suspirou. Fechou os olhos com força, tentando se obrigar a esquecer o que viu naquela noite. Mas não dava.
Henrique.