Emily
Tentei evitar abrir a carta por dois dias.
Ela ficou ali, guardada na primeira gaveta da minha escrivaninha, como uma bomba silenciosa pronta para explodir. Eu a carregava dentro do peito mesmo antes de rasgar o envelope. Sabia que o conteúdo não apagaria a dor, mas talvez reacendesse uma parte de mim que eu vinha tentando enterrar.
Na terceira noite, cedi.
Apaguei as luzes, sentei-me no chão do quarto e a li sob a luz suave do abajur.
"Emily,
Talvez eu não mereça te pedir isso. Mas preci