Alexander
Ela escreveu.
Depois de meses de silêncio, de noites vazias e tentativas frustradas de fingir que não doía, ela finalmente escreveu. Suas palavras chegaram em uma manhã nublada, escondidas entre contas e documentos judiciais. Reconheci a caligrafia antes mesmo de abrir o envelope.
O mundo parou quando li seu nome assinado com um simples “E.”.
Cada linha era um sussurro do que fomos. Uma promessa contida. Uma dor que ainda latejava.
“Talvez eu volte.”
Quatro palavras. Quatro malditas p