— Eloise Monteiro… — repetiu. — Já ouvi falar de você. Você é nora do José Monteiro, não é?
— Sim. — Eloise respondeu com tranquilidade. — José Monteiro é meu querido sogro.
O olhar de Carlota se estreitou levemente.
Ricardo percebeu.
Conhecia aquele olhar.
— João. — disse, firme, interrompendo o silêncio. — Acompanhe as meninas pela fazenda. Fiquem à vontade. Em alguns minutos encontro vocês.
João assentiu de imediato.
— Claro, patrão.
As meninas seguiram com ele em direção aos galpões.
Nathália sentiu o olhar de Carlota em suas costas por alguns segundos a mais.
Não se virou.
Mas sentiu.
E, sem saber exatamente por quê, teve a estranha certeza de que aquela mulher seria um problema.
Atrás delas, Ricardo permaneceu imóvel por um instante, observando.
A terra.
As mulheres.
E a tensão que começava a se formar muito além do aplicativo.
Aquela visita à fazenda não era apenas técnica.
Era o início de algo que ninguém ali conseguiria controlar.
Nem mes