A primeira coisa que Sofia fez ao amanhecer foi pegar o telefone.
O céu ainda estava pálido quando ela ligou para Thomas.
— Bom dia, amor… — disse, a palavra saindo hesitante, como se ainda estivesse reaprendendo a usá-la. Um frio percorreu-lhe o estômago.
Do outro lado da linha, Thomas sorriu sem perceber.
— Bom dia, ruivinha. Dormiu bem?
Sofia suspirou.
— Não como eu queria. — fez uma pausa. — Tem alguma novidade? Ele foi visto em algum lugar?
— Ainda não. — respondeu ele, calmo. — Calma. Para funcionar, o plano precisa de paciência.
Ela fechou os olhos por um instante.
— Eu sei. Mas não deixa de ser difícil. — disse. — Hoje tenho uma reunião com o Dante. Vou avisá-lo sobre o rumo da investigação.
— Tudo bem. — Thomas respondeu. — Tenha um bom dia. E você sabe… se precisar, pode ligar a qualquer hora.
— Eu sei. — ela sorriu. — Você também.
A ligação terminou.
Sofia ficou alguns segundos olhando para a tela apagada do celular.
Ansiosa.
Tudo estava pronto