O cais estava mergulhado em silêncio.
Não o silêncio calmo da madrugada —
mas o silêncio tenso de algo prestes a explodir.
Barcos ancorados balançavam levemente com o movimento da água. As luzes distantes da cidade refletiam no mar escuro, criando sombras longas e traiçoeiras.
Policiais espalhados.
Snipers posicionados em barcos discretos.
Viaturas apagadas.
Respirações contidas.
Todos escondidos.
Esperando.
Thomas observava o relógio preso ao pulso.
00h01.
— Atenção, equipe. — a voz dele soou baixa no rádio. — Todos em posição. Ninguém age sem meu comando.
Do outro lado, a resposta veio imediata.
— Snipers a postos.
— Perímetro fechado.
— Visuais limpos.
No rádio, a voz de Thomas voltou, firme.
— Alex, só agimos quando todos estiverem fora do carro. Principalmente ela. Nenhuma margem de erro.
— Entendido. — Alex respondeu.
Os minutos seguintes pareceram horas.
Quarenta e oito minutos depois, o silêncio ainda não tinha sido quebrado.
Sofia estava em um ponto mais