César apareceu no prédio de Heitor antes mesmo de o dia clarear por completo. O céu ainda carregava o cinza da madrugada, as ruas estavam quase vazias e até o silêncio da portaria parecia irritá-lo mais do que deveria. Saiu do carro sem esperar que o motorista abrisse a porta, atravessou o hall em passos duros e parou diante do balcão.
O porteiro ergueu os olhos, reconhecendo de imediato que aquele homem não estava ali para uma visita cordial.
— Senhor, me desculpe… mas só posso interfonar a