A conversa seguia entre copos de whisky, risadas ocasionais e o prazer coletivo de ver Heitor pagar pelos próprios erros. Ele passou a mão no rosto, claramente impaciente com a falta de soluções práticas.
— Poxa, ajuda de verdade. Não me importo de sofrer… mas o que eu faço?
Thomas foi o primeiro a responder, tranquilo como sempre.
— Aceita tudo.
Heitor encarou.
— Isso não é conselho.
— É sobrevivência — Thomas rebateu, dando de ombros.
Heitor soltou o ar e se recostou na cadeira.