SALA DE ESPERA
O hospital cheirava a álcool, desinfetante e silêncio pesado.
José estava em pé, depois sentado, depois em pé de novo — repetindo o mesmo ciclo desde que chegara.
Não havia relógio que contasse aquele tempo.
Só o coração batendo errado.
A porta automática se abriu e uma residente — jaleco claro, crachá balançando — se aproximou, procurando alguém com o olhar.
— O senhor é o responsável pela paciente Márcia Mello? — ela perguntou.
José demorou um segundo para responder.
Um segundo