Ricardo nunca foi ao cinema em uma terça-feira à noite.
Nunca.
Terça era dia de reunião, de jantar rápido, de relatórios revisados na madrugada.
Mas ali estava ele.
Sentado numa poltrona confortável demais, com pipoca entre as mãos e Nathália ao seu lado, rindo baixinho de alguma cena boba da comédia romântica que passava na tela.
Ele não estava nem prestando atenção no filme.
Estava nela.
Na forma como se inclinava para comentar algo.
No jeito como roubava pipoca do balde dele.