A cafeteria que era de costume da Nathalia estava cheia.
Mas ela escolheu a mesa mais afastada.
Pediu café.
Duplo.
Respirou fundo.
Tirou o celular da bolsa.
Ligou.
Eloise atendeu na segunda chamada.
— Amiga?
— Tá ocupada?
— Pra você, nunca.
Nathália fechou os olhos por um segundo.
— Eu vi a Joyce saindo da sala do Ricardo hoje.
Silêncio.
— E?
— Nada… — respondeu. — Ainda.
— Você falou com ele?
— Não.
— E fez bem. — Eloise disse firme. — Respira antes. Você prometeu confiar nele.
— Eu sei. Mas… ela limpou a boca. Arrumou o vestido.
— Nathália. — Eloise foi direta. — Emma já falou essa mulher vive atrás dele. Antes de estar com você, ele não queria, agora muito menos. Pergunta. Não surta.
Nathália soltou o ar.
— Eu odeio essa sensação no peito.
— Ciúme não é fraqueza. Só não deixa virar ataque.
— Eu vou pra casa.
— E ele vai atrás.
Nathália riu de canto.
— Provavelmente.
— E quando for, você escuta.
Depois do café e de respirar f