Nathália andava tranquila.
Borboletas na barriga.
Já mentalizando a surpresa no rosto de Ricardo, ela tinha uma programação perfeita na cabeça.
Ergueu o olhar.
E parou.
No meio do corredor.
A mulher vinha na direção oposta.
Alta.
Elegante.
Cabelo preto impecável.
Postura ensaiada.
O salto ecoando no piso de mármore.
O cérebro de Nathália levou dois segundos para reconhecer.
Depois… gelou.
A mulher do restaurante.
A que semanas antes se inclinava demais na direção de Ricardo.
Joyce.
Ela vinha… saindo da sala dele.
O coração de Nathália deu um tranco seco.
Mas não acelerou.
Não ainda.
Ela respirou fundo.
Forçou a si mesma a não reagir.
Não tirar conclusões.
Não deixar o instinto vencer a razão.
> Escuta o que ele tem a fala antes de acusar.
A frase ecoou dentro da cabeça como ordem.
Emma.
A lembrança veio clara:
"A Joyce vive atrás do meu pai."
"Nunca significou nada."
Nathália manteve o passo firme.
Queixo erguido.
O c