Nathália chegou cedo ao escritório naquela manhã.
Mais cedo do que o habitual.
Café na mão, cabelo preso de qualquer jeito, mente organizada em tarefas — mas com um sorriso insistente que não combinava com a rigidez corporativa da MonteiroCorp.
Antes mesmo de ligar o computador, o celular vibrou.
Ricardo.
> "Bom trabalho minha linda. Já tenho saudades."
Já estou sentindo falta.
Ela sorriu sozinha.
Digitou:
> " Também estou. Bom trabalho amor."
Segundos depois:
> "Te amo. Você não sai da minha mente nem por um segundo."
Nathália mordeu o lábio..
Guardou o telefone e começou a trabalhar.
Nos dias seguintes, aquela dinâmica se repetiu.
Mensagens no meio da manhã.
Cafés rápidos quando conseguiam se encontrar.
Almoços improvisados duas, três vezes na semana.
Nada escondido.
Nada exagerado.
Mas visível.
Ricardo não se afastava.
Não soltava a mão dela rápido demais.
Não fingia que era só profissional.
E Nathália… também não.
Ria mais.
Falava