Os dias passaram com uma naturalidade que surpreendeu Helena. Não porque fossem simples, mas porque, pela primeira vez em muito tempo, ela não sentia a necessidade constante de controlar cada detalhe da própria vida. Laura havia se integrado à sua rotina de um jeito silencioso, quase imperceptível — e talvez por isso mesmo tão profundo.
Não havia declarações exageradas, nem promessas apressadas. Havia mensagens curtas pela manhã. Cafés divididos no meio da tarde. Caminhadas sem destino certo d