Helena não dormiu naquela noite. Não por ansiedade, nem por arrependimento, mas por uma espécie de vigília silenciosa do corpo, como se cada parte dela soubesse que algo estava prestes a acontecer. O desejo não vinha mais como urgência desordenada — vinha como uma certeza madura, construída com cuidado, paciência e escolha.
Na manhã seguinte, acordou cedo demais e decidiu não lutar contra isso. Preparou café, abriu a janela e deixou o ar fresco preencher o espaço. Pensou em Laura sem tentar af