Por alguns dias, o tempo se comportou.
Não nos pressionou. Não exigiu. Esticou-se, amplo e generoso, como se tivesse decidido nos dar uma trégua. Daniel e eu deixamos acontecer. Nenhum de nós tentou controlá-lo. Só isso já parecia um pequeno ato de desafio.
Nós percorremos a ilha devagar. Primeiro, as praias. Algumas estavam vivas de vozes, toalhas espalhadas e crianças correndo para dentro d’água sem medo. Outras estavam vazias, a areia ainda fresca da noite, o mar tão claro que parecia irreal