Havia um peso nas minhas costas quando acordei. Quente. Humano. Um braço repousava sobre minha cintura, pesado daquele jeito que só o sono permite. A respiração de Daniel era lenta, regular, desarmada.
Só isso já parecia ilícito.
Por um momento, fiquei imóvel. Deixando meu corpo registrar onde estava. O quarto era grande demais. O teto, alto demais. O ar limpo. Nenhuma sirene. Nenhum vizinho. Nenhum zumbido de geladeira que nunca funcionava direito.
Virei a cabeça só o suficiente para ver o ros