— É. Sabe de uma coisa? É isso mesmo — eu disse. — Sem hipocrisia. No começo era só um trabalho, mas acabou que ele é um homem… legal o suficiente, ok? E ele quis me tornar parceira, tanto no trabalho quanto na vida dele. É uma vida boa. Mantém você seguro. Mantém a gente alimentado.
Os olhos do Diogo estavam marejados, mas ele se recusava a piscar.
— Você sabe como algumas pessoas chamam isso, não sabe?
— Eu não me importo com algumas pessoas. Não me importo com pessoa nenhuma. Eu me importo com você e comigo.
O rosto dele tremeu por meio segundo. Depois ele se recompôs.
— Eu tinha medo de esse trabalho te matar. Agora isso… — Ele disse.
Dei um passo à frente. Um só. Ainda sem tocar nele.
— Eu não vou morrer. — Eu disse.
— Você não sabe disso.
— Eu sei quais são os meus limites. — Eu disse. — Eu estabeleci eles. Falei em voz alta. Eu deixe eles bem claros.
Ele me encarou, procurando brechas.
— Você ainda está mentindo. — Ele disse.
— Eu não estou mentindo sobre isso. — Eu disse. — Es