— É mesmo? Me dê um motivo para acreditar em você — eu o provoquei.
— Eu nem sempre sou honesto. Mas eu sou um homem de palavra. — Ele disse como um brinde. Calmo. Convicto. Como se tivesse ensaiado aquela frase diante de espelhos, em salas de reunião e sobre bebidas absurdamente caras. Eu segurei minha taça e esperei, ainda examinando sua alma. — O quê? Eu sou! — ele garantiu, com meio sorriso.
— De qual palavra estamos falando? — perguntei. — Porque você já lançou várias em cima de mim.
— As importantes. As que mostram que eu gosto de você. Que você faz tudo parecer… bem.
A água escorria pela parede de vidro acima de seu ombro. A piscina sobre nós tingia o ambiente de azul claro e dourado pálido. Reflexos dançavam no rosto dele sempre que ele se movia.
— Você me trouxe para o topo de uma montanha, — eu o lembrei. — Em um helicóptero. Para um complexo secreto cheio de criminosos, políticos e mulheres seminuas e investidores bêbados. E você “gosta” de mim?
Ele assentiu, como se merece